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Conversa de Homens

Existe um novo paradigma de masculinidade. O Homem Deixou de ser um parvalhão, passou a ser uma pessoa!

Existe um novo paradigma de masculinidade. O Homem Deixou de ser um parvalhão, passou a ser uma pessoa!

E agora, já sabe nadar (mais ou menos)... sem braçadeiras!

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Como lidar com o rápido crescimento dos filhos? Odeio frustrar as pessoas e por isso digo, desde já, que neste texto talvez não encontre uma resposta acertada (se ela existe) para a pergunta. Mas quando temos um filho, ou uma filha, por vezes nem damos conta que eles crescem. Muito rápido, rápido demais.

 

Costumo falar do meu caso, até porque é um tema complicado para generalizar, e cada caso é um caso. Mesmo lendo os livros de especialistas, muitas vezes, não nos identificamos com as descrições. Faz parte da condição humana, das diferenças que nos distinguem.

 

A minha filha, que vai a passos largos a caminho dos quatro anos, cresceu, continua a crescer, e todos os dias tem uma coisa nova para me ensinar. Agora, com o verão, é como as flores, a cada hora que passa há sempre mais um bocadinho a desabrochar.

Estamos de férias, são momentos para relaxar, mas lembrem-se que a segurança está em primeiro lugar.

Apesar de ter sido pai já tarde (para os standards ditos normais) fui tio muito cedo e tio avô quatro anos antes de ser pai. Mas, na qualidade de tio, olho agora para os meus sobrinhos, homens e mulher feitos e penso que o tempo voou. Já lá vão 28 anos desde o primeiro sobrinho, e parece que foi ontem que ele andava por casa dos meus pais (os avós) a acordar-me porque queria brincar.

 

Por isso, e como esse tempo voou, fico ansioso com o tempo que não passo com a minha filha. Aproveito todos os momentos, ou pelo menos tento. Vejo-a crescer, a desafiar os seus limites, a querer experimentar as coisas novas. A levar-me a mim e à mãe ao limite!

 

E, por isso mesmo, para mim, a única forma de lidar com este crescimento rápido e incontornável, é acompanhar ao máximo todas as fases. Aproveitar cada momento!

 

Aos dois anos, como já aqui escrevi, agarrou-se à máquina de fotografar e começou a dar indicações à mãe para se posicionar melhor para a fotografia.

 

 

Adora piscina (já a praia deixa-a um pouco menos afoita) e esta semana decidiu que queria experimentar nadar sem braçadeiras. O resultado, está aqui, neste vídeo.

 

Já tinha planeado colocá-la na natação, porque "nada" melhor do que lhe dar as ferramentas para que tudo corra bem. Mas, olhando para este momento fiquei espantado e orgulhoso com o facto de já conseguir enfiar a cabeça na água sem estar preocupada com os litros que podem entrar pelo nariz.

 

 

Mas, nem tudo é diversão. Conto esta história porque sou um pai preocupado e, apesar de não me angustiar constantemente com o que pode acontecer, gosto de tentar antecipar e jogar pelo seguro. Com este à vontade, vão surgir os descuidos e é preciso manter a segurança acima de tudo.

 

Digo isto para alertar os pais que devem ter todo o cuidado para evitar acidentes. As crianças tendem a arriscar, a copiar os mais velhos, querem crescer depressa. Todos passámos por isso e sabemos (os que se lembram) das situações de risco em que se colocaram sem os pais darem por isso. Por sorte, para a maioria, correu bem.

 

No meu caso, recordo bem quando aprendi a nadar. Na praia das Avencas, lancei-me de uma rocha para fora de pé. E fiz isto sem ninguém por perto porque estava com vergonha de não saber nadar, ainda. E, como já disse, correu bem. Olhando para traz, só penso na estupidez do que fiz.

 

Por isso, apesar de estar orgulhoso deste feito, sei que vou ter um verão de maior cuidado para a convencer a não se arriscar sozinha nesta aventura da natação. E deixo o conselho a todos os pais e mães para não perderem de vista os vossos filhos. Estamos de férias, são momentos para relaxar, mas lembrem-se que a segurança está em primeiro lugar.

 

No meu caso, entre estas experiências e as brincadeiras da piscina, vou insistir para que continue a usar as braçadeiras e para ter o máximo de cuidado com a água. E, claro, a manter os olhos em cima dela. Agora por causa da natação, daqui a uns anos para afastar os afoitos rapazes (tinha de o dizer). Mas, para já, tenho a certeza que este verão as piscinas por onde passar vão ficar um pouco mais cheias... de baba paternal!

 

 

Boas férias!

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