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Conversa de Homens

Existe um novo paradigma de masculinidade. O Homem Deixou de ser um parvalhão, passou a ser uma pessoa!

Existe um novo paradigma de masculinidade. O Homem Deixou de ser um parvalhão, passou a ser uma pessoa!

Queria dar uma queca, o final foi diferente!

 Na foto, a lagartixa azul, típica de Ibiza.

 

Na conversa deste post vou contar uma história que me foi revelada este fim de semana durante um jantar de expiação. Se não costumam fazer, aconselho vivamente a que, periodicamente, organizem com um grupo de amigos próximos um evento do género onde falam de tudo. Quanto mais parvo melhor.

 

Nestes jantares, além de comer e beber, fala-se de dúvidas e, muitas vezes, contam-se histórias que nos levam às lágrimas. Coisas do passado, que na altura podem nem ter tido graça, mas que analisadas à distância provocam momentos de quase insanidade de tão hilariantes. Falamos também do presente e futuro. Como cada um (e uma) lida com as situações mais diversas. Sim, fala-se muito de sexo!

 

Certo, a história!

 

Formentera, dia quente. Nada para fazer. Nada melhor do que ir procurar um local fresco para praticar o amor. Quem nunca passou por isto durante umas merecidas férias?

Elas ficam mais recetivas, é um facto ciêntifico. Mas estes dois imaginaram algo diferente.

 

- “Queremos algo com mais aventura”, pensaram os protagonistas da história! Pegaram no carro e decidiram ir rumo ao desconhecido à procura do local ideal para aplicar o que lhes ia na cabeça. Estrada deserta.

 

A sensação quente. A descontração típica das férias. A cabeça vazia. Tudo ingredientes que nos aguçam o apetite para a aventura. No caminho lá vamos pensando, imaginando no que vamos fazer. No prazer que vamos dar e sentir assim que dermos início à aventura. Imaginamos que vai durar horas!

 

De repente, tudo isto é quebrado por uma voz que parece ter saído do nada.

 

- “Estou a sentir uma cólica”, diz ele.

 

- “O quê?”, questiona ela ainda meio entorpecida por ter sido despertada dos pensamentos de prazer que já lhe percorriam o corpo.

 

- “Está a dar-me uma enorme dor de barriga. Tenho de ir à casa de banho”, reforçou ele.

 

- “Não acredito nisto”, pensou ela.

 

Como era ele o condutor de serviço colocou o pé esquerdo debaixo do rabo para tentar travar o inevitável. Sinceramente esta prática para mim foi novidade. Mas havia na sala quem já tivesse feito o mesmo!

 

Condução feita sem recurso à embraiagem.

- “Se calhar é melhor vires tu conduzir”, diz ele.

 

Ela pensa: “Queres ver que vinha para dar uma queca e vou ter de lhe limpar o rabo?”

 

Por sorte, viram um cafezinho. Ela, respirou de alívio. Ele, quase que aliviava mesmo ali quando tirou o pé para encostar o carro.

 

Pararam e ele foi tentar a sorte. Voltou, pouco depois, meio curvado, com ar de quem tinha vontade de colocar uma rolha no traseiro.

 

- “Estava imunda, não consegui”. Voltou a sentar-se, em cima do pé, e seguiram caminho. As lágrimas quase que lhe escorriam pela face de tanta vontade. Cá em baixo faltava pouco para sentir também o desconforto da humidade.

 

Ela começava a olhar desconfiada para o banco dele como que à espera do inevitável! Narinas bem abertas à espera de um sinal que a salvasse a tempo de qualquer emergência!

 

A vontade do prazer parecia estar já longe!

 

Olharam em frente e, tal como nas miragens, no meio daquela sensação de horizonte ondulado, viram uma árvore no meio da paisagem árida de Formentera.

 

“Está ali uma árvore”, disse ele com ar de satisfação. Encostou o carro e foi direito à árvore, meio a cambalear. "Na verdade, era um galhito, com apenas uma folha", lembra ele mostrando o braço como exemplo do tamanho da vegestação. Vai ter de servir. Baixou-se e deixou a vontade vencer.

 

Depois do alívio, a parte prática. Onde limpar?

 

Lembram-se da única folha da árvore?

 

Pois foi. Pegou nela, “parecia uma folha de salsa”, olhou para a folha e disse: “vais ter de servir!”

 

Meio a tremer, mas aliviado, passou a folha pelo traseiro. Uma, duas vezes. De pouco adiantou. O estrago estava feito e não havia ali nada que pudesse resolver tamanha confusão.

 

Nesta história, claro, como nos filmes que terminam sem concluir, deixando para os espetadores a especulação da sequência da história, também foram ocultados alguns pormenores um pouco mais constrangedores, mas podemos imaginar o que se seguiu.

 

Mãos por lavar e, quem sabe, com alguns vestígios da batalha travada entre a folha e o traseiro, o barulhento silêncio dos dois, o misto de sensações entre a vontade de voltar ao plano inicial e a frustração.

 

Já não havia ambiente. Era urgente encontrar uma torneira. Uma praia para voltar a relaxar e tentar ultrapassar este episódio.

 

Na história contada, acabaram de novo na praia, onde a limpeza acabou de ser feita!

 

Acho que enquanto os dois iam contando a história, ao jantar, alguma coisa pode ter ficado perdida no meio das alarves gargalhadas dos seis ouvintes.

 

Há histórias com finais felizes, há outras assim!

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